HPV em homens e mulheres: riscos, prevenção e exames
- 20 de jul.
- 9 min de leitura
Quando se fala em HPV, muita gente ainda imagina que o assunto pertence apenas ao consultório ginecológico.
Esse é um equívoco importante.
O HPV pode afetar homens e mulheres, frequentemente sem causar qualquer sinal visível. Uma pessoa pode ter contato com o vírus, não saber que está infectada e transmiti-lo para sua parceria.
Por isso, conversar sobre HPV em homens e mulheres não é criar medo. É ampliar a prevenção.
Para famílias de Escada, Primavera, Amaraji, Ribeirão, Cortês, Palmares e demais municípios da Mata Sul de Pernambuco, informação correta ajuda a tomar decisões mais seguras sobre vacinação, consultas e exames de rotina.

HPV em homens e mulheres: o que é esse vírus?
HPV é a sigla para papilomavírus humano.
Trata-se de um grupo com mais de 200 tipos de vírus que podem afetar a pele e as mucosas, incluindo as regiões genital, anal, oral e da garganta.
Alguns tipos estão relacionados a verrugas. Outros, chamados de tipos de alto risco, podem causar alterações celulares que, quando persistem por muito tempo, aumentam o risco de determinados cânceres.
Na maioria das pessoas, o próprio organismo controla a infecção.
O problema merece maior atenção quando um tipo de alto risco permanece no corpo e provoca alterações que não são identificadas ou acompanhadas adequadamente.
HPV em homens e mulheres costuma ser silencioso
A maioria das infecções não apresenta sintomas.
Isso significa que homens e mulheres podem ter o vírus sem perceber e sem apresentar verrugas, dor ou qualquer alteração visível.
Também não é possível determinar com segurança quando ocorreu a transmissão ou de qual parceria veio a infecção. O vírus pode permanecer silencioso por meses ou anos.
Por isso, um diagnóstico de HPV não deve ser usado para acusações, julgamentos ou conclusões precipitadas sobre relacionamentos.
Como o HPV é transmitido?
A transmissão acontece principalmente pelo contato direto entre pele e mucosas durante relações sexuais.
Ela pode ocorrer mesmo sem penetração e mesmo quando não existem verrugas aparentes.
O preservativo reduz o risco, mas não oferece proteção total, porque algumas áreas de pele potencialmente infectadas podem ficar descobertas.
Isso não diminui sua importância. O preservativo continua sendo uma medida fundamental para reduzir o risco de HPV e de outras infecções sexualmente transmissíveis.
HPV nas mulheres: qual é a relação com o câncer de colo do útero?
A infecção persistente por determinados tipos de HPV é a principal causa do câncer de colo do útero.
Isso não significa que toda mulher com HPV desenvolverá câncer.
A maioria das infecções desaparece espontaneamente. Entretanto, quando o vírus de alto risco persiste, ele pode provocar lesões precursoras no colo uterino.
Essas alterações costumam evoluir lentamente e podem ser identificadas antes de se transformarem em câncer, desde que a mulher tenha acesso ao rastreamento adequado.

Quais sintomas o HPV pode causar nas mulheres?
A infecção frequentemente não causa sintomas.
Quando existem manifestações, podem aparecer verrugas na vulva, vagina, colo do útero, região perianal ou ânus.
Alterações precursoras do câncer geralmente também não provocam sintomas. É por isso que os exames preventivos são tão importantes.
Sinais como os seguintes precisam de avaliação ginecológica, embora também possam ter outras causas:
sangramento vaginal fora do período menstrual;
sangramento após relação sexual;
secreção vaginal persistente;
dor pélvica;
dor durante a relação sexual;
lesões ou verrugas na região genital;
alteração persistente no colo do útero identificada em exame.
Não espere esses sintomas para começar a prevenção.
O rastreamento existe justamente para identificar alterações antes que provoquem sinais mais importantes.
O rastreamento do câncer de colo do útero está mudando
O Brasil iniciou a implantação do teste molecular de DNA-HPV como exame principal no rastreamento do câncer do colo do útero.
Esse teste procura material genético de tipos oncogênicos do vírus, ou seja, aqueles que podem estar relacionados a lesões precursoras e câncer.
O exame citopatológico, conhecido como Papanicolau, continua sendo importante e pode ser utilizado conforme a organização da rede de saúde, o resultado do teste molecular e a orientação profissional.
A implantação do novo modelo ocorre gradualmente no SUS. Por isso, a disponibilidade pode variar entre os municípios.
Mulheres de Escada e região devem procurar a Unidade Básica de Saúde ou conversar com sua ginecologista para confirmar qual método está disponível e qual acompanhamento é indicado.
Um resultado positivo significa câncer?
Não.
Um resultado positivo para HPV oncogênico indica que o vírus foi identificado e que o acompanhamento precisa seguir o protocolo adequado.
Isso não significa que já exista câncer.
Dependendo do resultado e do tipo identificado, podem ser recomendados exames complementares, como citologia, colposcopia ou biópsia.
A interpretação deve ser feita por profissional de saúde.
HPV nos homens: por que esse assunto ainda é pouco discutido?
Durante muito tempo, campanhas sobre HPV foram associadas quase exclusivamente ao câncer do colo do útero.
Isso criou a impressão equivocada de que os homens seriam apenas transmissores e não sofreriam consequências.
Homens também podem desenvolver verrugas e doenças relacionadas ao vírus.
A infecção persistente por tipos de alto risco está associada a cânceres de:
pênis;
ânus;
boca;
garganta e orofaringe.
O câncer de pênis é raro, mas apresenta maior frequência nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Prevenção, higiene adequada, vacinação e avaliação de lesões persistentes são medidas relevantes.
Homens também podem ter HPV sem sintomas
Assim como acontece com as mulheres, muitos homens infectados não apresentam qualquer manifestação.
Eles podem transmitir o vírus sem saber que tiveram contato com ele.
Mas é importante não colocar toda a responsabilidade da transmissão sobre o homem. O HPV pode permanecer silencioso em qualquer pessoa sexualmente ativa.
A prevenção precisa ser compartilhada pelo casal e pela comunidade.
Quais sinais os homens não devem ignorar?
Procure avaliação médica se aparecer:
verruga na região genital ou anal;
ferida persistente no pênis;
alteração de cor ou espessamento da pele;
caroço ou lesão que não cicatriza;
sangramento ou dor anal persistente;
rouquidão ou dor de garganta prolongada;
dificuldade para engolir;
nódulo persistente no pescoço.
Esses sinais não significam automaticamente HPV ou câncer.
Mas não devem ser tratados por conta própria ou ignorados por vergonha.

Prevenção do HPV: a vacina protege meninos e meninas
A vacinação é a principal forma de prevenção do HPV.
No calendário nacional, a vacina é destinada a meninas e meninos de 9 a 14 anos, em esquema de dose única.
Em 2026, o Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro a estratégia de resgate vacinal para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos que não foram vacinados ou não possuem registro.
Há ainda esquemas específicos para determinados grupos, incluindo pessoas imunocomprometidas, usuários de PrEP, pacientes oncológicos, transplantados e vítimas de violência sexual.
A indicação e o número de doses variam conforme idade e condição clínica.
Procure a UBS do seu município e leve a caderneta de vacinação.
Por que vacinar antes do início da vida sexual?
A vacina oferece maior benefício quando aplicada antes do contato com o vírus.
Isso não significa incentivar o início da vida sexual.
Vacinar crianças e adolescentes significa protegê-los com antecedência contra infecções que poderão causar doenças muitos anos depois.
É prevenção de câncer.
Quem já teve HPV pode se vacinar?
Pessoas que já tiveram HPV podem receber a vacina quando estiverem dentro dos critérios de elegibilidade.
A vacina não trata uma infecção ou lesão já existente, mas pode proteger contra outros tipos do vírus incluídos no imunizante.
A orientação deve considerar idade, condição clínica e calendário vigente.
Preservativo continua sendo necessário
A vacina não protege contra todos os tipos de HPV e não previne outras infecções sexualmente transmissíveis.
Por isso, o uso de preservativo interno ou externo continua recomendado.
Ele reduz o risco, embora não elimine totalmente a transmissão do HPV, pois o contato pode ocorrer em regiões não cobertas.
Prevenção mais segura combina:
vacinação;
preservativo;
acompanhamento médico;
rastreamento do colo do útero;
avaliação de lesões persistentes;
informação sem preconceito.
Quais exames realmente identificam o HPV e suas lesões?
Esse é um ponto que precisa ser explicado com precisão.
A infecção pelo HPV e as lesões precursoras não são diagnosticadas por ultrassom, tomografia ou ressonância.
Dependendo do caso, a investigação pode envolver:
exame clínico;
teste molecular DNA-HPV;
exame citopatológico;
colposcopia;
peniscopia ou anuscopia em situações selecionadas;
biópsia de lesões suspeitas.
O profissional define quais exames são necessários a partir da idade, dos sintomas, dos achados clínicos e do histórico da pessoa.
Existe exame preventivo de rotina para HPV nos homens?
Não existe, para a população masculina em geral, um programa de rastreamento equivalente ao rastreamento do câncer do colo do útero.
Nos homens, o diagnóstico costuma começar pela avaliação clínica de lesões ou sintomas.
Pessoas com maior risco podem receber acompanhamento específico, conforme orientação médica.
Isso reforça a importância de não adiar consulta diante de verrugas, feridas ou alterações persistentes.
Qual é o papel do diagnóstico por imagem no HPV?
O diagnóstico por imagem tem papel complementar, não inicial.
A ultrassonografia pélvica ou transvaginal pode ajudar a avaliar útero, ovários e outras estruturas da pelve quando existem sintomas ginecológicos. Porém, ela não identifica o vírus HPV nem substitui o rastreamento do colo uterino.
Tomografia e ressonância também não são utilizadas para detectar uma infecção comum por HPV.
Esses exames podem ser solicitados em situações específicas, como na avaliação da extensão de um tumor já identificado, no planejamento terapêutico ou na investigação de complicações.
Ultrassom transvaginal em Escada-PE: quando pode ser indicado?
O ultrassom transvaginal em Escada-PE pode ser solicitado para investigar dor pélvica, sangramento anormal, alterações uterinas, cistos ovarianos, endometriose e outras condições.
Ele ajuda a compreender a saúde dos órgãos pélvicos, mas não examina as células do colo do útero da mesma forma que o teste DNA-HPV, a citologia ou a colposcopia.
Na PRIMA Imagem, o ultrassom é realizado quando existe indicação médica clara.
Essa transparência evita que uma paciente faça um exame inadequado esperando uma resposta que ele não pode oferecer.
Prevenção do HPV em Escada e na Mata Sul
Quem mora em Escada, Primavera, Amaraji, Ribeirão, Cortês ou Palmares pode iniciar a prevenção procurando a UBS do município para:
verificar a situação vacinal;
receber orientação sobre a vacina;
conhecer o fluxo de rastreamento do colo do útero;
solicitar avaliação de verrugas ou sintomas;
receber encaminhamento quando necessário.
A proximidade do cuidado reduz adiamentos.
Também ajuda famílias a não dependerem de viagens frequentes pela BR-101 até Recife para todas as etapas de acompanhamento.
Como a PRIMA Imagem participa dessa jornada?
A PRIMA Imagem atua na assistência por meio de consultas e exames de diagnóstico por imagem disponíveis na clínica.
Quando a pessoa apresenta sintomas pélvicos ou recebe uma solicitação médica, a equipe pode orientar sobre o agendamento do exame indicado.
A clínica não substitui a UBS, a vacinação ou o rastreamento molecular e citológico do câncer do colo do útero.
Seu papel é integrar o cuidado, oferecer exames de imagem quando realmente indicados e ajudar pacientes de Escada e região a acessar acompanhamento mais perto de casa.
Não sabe se sua vacina contra o HPV está atualizada ou quais exames preventivos são indicados para sua idade? Procure sua UBS ou converse com um profissional de saúde. Se você recebeu pedido de ultrassonografia ou consulta disponível na PRIMA, nossa equipe pode orientar o agendamento em Escada.
Um resumo simples para guardar
O HPV é muito comum e costuma não causar sintomas.
Homens e mulheres podem ter e transmitir o vírus sem saber.
Alguns tipos provocam verrugas. Outros podem, quando persistem, aumentar o risco de câncer do colo do útero, vagina, vulva, ânus, pênis, boca e garganta.
A vacina é a principal forma de prevenção e está disponível para meninos e meninas no SUS, além de grupos específicos.
O preservativo reduz o risco, mas não impede todas as formas de transmissão.
Para o câncer do colo do útero, o rastreamento é realizado por testes específicos, como o DNA-HPV e exames complementares conforme protocolo.
Ultrassonografia, tomografia e ressonância não diagnosticam HPV. Elas podem ser utilizadas para outras perguntas clínicas ou para avaliar uma doença já confirmada.
Conclusão: HPV é assunto de todos
Falar sobre HPV não deve provocar culpa, vergonha ou acusação.
Deve provocar prevenção.
O vírus é comum, silencioso e pode atingir qualquer pessoa sexualmente ativa. Homens e mulheres fazem parte da transmissão, mas também fazem parte da solução.
Vacinar meninos e meninas, usar preservativo, manter consultas e exames preventivos em dia e procurar avaliação diante de alterações persistentes são atitudes que protegem o futuro.
Em Escada e em toda a Mata Sul, o cuidado começa com informação segura e acesso ao serviço certo.
Verifique sua vacinação.
Mantenha os exames de rotina em dia.
E, quando houver indicação de consulta ou exame de imagem, fale com a PRIMA Imagem para organizar seu atendimento perto de casa.
Isenção de responsabilidade médica
Este artigo tem finalidade exclusivamente informativa e educativa.
O conteúdo não substitui consulta, diagnóstico, rastreamento individualizado ou orientação de profissional habilitado.
A indicação da vacina, dos testes para HPV, da citologia, da colposcopia, da biópsia ou de exames de imagem depende da idade, dos sintomas, do histórico e das diretrizes vigentes.
Em caso de sangramento persistente, lesões genitais, feridas que não cicatrizam, dor importante, dificuldade para engolir ou outro sintoma preocupante, procure avaliação médica.
Autoria: Equipe PRIMA Imagem, com revisão médica
Fontes para consulta do leitor
Ministério da Saúde — HPV: prevenção, vacinação, sinais e sintomas
Ministério da Saúde — Calendário Nacional de Vacinação
Ministério da Saúde — Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero
Instituto Nacional de Câncer — HPV e câncer
Instituto Nacional de Câncer — Câncer de pênis
Organização Mundial da Saúde — Human papillomavirus and cancer




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