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7 erros comuns antes de fazer um exame de imagem

  • 2 de abr.
  • 6 min de leitura

A maior parte dos problemas que atrapalham exames de imagem não acontece dentro do aparelho. Ela acontece antes: no preparo, na comunicação e em pequenos detalhes que parecem simples, mas fazem diferença real na segurança, no conforto e na qualidade das imagens. A própria RadiologyInfo mostra, em várias páginas de preparo, que orientações como jejum, ingestão de água, retirada de metais, informação sobre alergias, função renal e implantes podem mudar o fluxo do exame e até a utilidade do resultado.


A boa notícia é que a maior parte desses erros pode ser evitada com atenção prática e informação correta. Este artigo reúne os 7 erros mais comuns antes de fazer um exame de imagem e mostra como evitá-los sem complicação.


Paciente revisando checklist antes de fazer exame de imagem em clínica

1) Não seguir o preparo do exame exatamente como foi orientado

Esse é um dos erros mais frequentes. Em ultrassom, por exemplo, o preparo varia conforme o tipo de exame: alguns pedem jejum, outros pedem bexiga cheia, e outros quase não exigem preparação. A RadiologyInfo explica que, para alguns ultrassons, o médico pode orientar jejum por até 12 horas, enquanto, em outros, a pessoa pode precisar beber vários copos de água e evitar urinar para manter a bexiga cheia.


Na tomografia abdominal e pélvica, a RadiologyInfo também mostra que o preparo pode incluir contraste e cuidados específicos, e no MRI do corpo as orientações sobre comer e beber variam conforme o exame e a instituição. O erro aqui não é apenas “não fazer jejum”; é supor que todos os exames seguem a mesma regra.


Como evitar

Leia a orientação até o fim, confirme se há jejum, água, contraste ou exame laboratorial prévio, e nunca use como referência o preparo de outro exame que você já fez no passado.


2) Omitir informações clínicas que podem mudar a segurança do exame

Outro erro importante é não avisar sobre gravidez possível, alergias, doença renal, diabetes, hipertensão ou uso de contraste prévio com reação. Na página de tomografia abdominal e pélvica, a RadiologyInfo informa que pacientes com história de diabetes, doença renal ou pressão alta podem precisar de exames recentes de função renal antes de uma tomografia com contraste intravenoso. A mesma fonte também orienta que mulheres sempre avisem se houver possibilidade de gravidez.


A página de segurança sobre contraste reforça que pacientes com função renal prejudicada merecem consideração especial antes de receber contraste iodado por via venosa ou arterial. Isso mostra que esconder ou esquecer essas informações não é um detalhe administrativo; pode mudar o preparo e a segurança do procedimento.


Como evitar

Antes do exame, tenha em mente um resumo simples da sua condição clínica: alergias importantes, doenças renais, diabetes, pressão alta, possibilidade de gravidez e reações prévias a contraste. Informe tudo, mesmo que pareça repetitivo.


3) Ir para a ressonância sem falar sobre implantes, dispositivos ou metal

Na ressonância magnética, esse erro é especialmente sério. A RadiologyInfo explica que antes de entrar na sala o paciente responde a um formulário de triagem e deve informar implantes e dispositivos, porque alguns podem ser incompatíveis ou precisar de avaliação específica. A mesma fonte destaca que objetos metálicos e eletrônicos podem interferir no campo magnético, causar queimaduras ou até se tornar projéteis.


Além disso, a página mais recente de segurança em MRI informa que algumas roupas aparentemente comuns — como roupas esportivas, meias, órteses e outras peças — podem conter fios metálicos ou compostos antibacterianos com metal e, por isso, muitas unidades pedem retirada completa dessas roupas antes do exame.


Como evitar

Nunca trate a triagem da ressonância como formalidade. Informe marcapasso, clipes, implantes auditivos, estimuladores, próteses, fragmentos metálicos e qualquer dispositivo implantável. E vá preparado para trocar de roupa quando a clínica solicitar.


4) Achar que pode decidir sozinho sobre remédios, comida e bebida

Esse erro acontece nos dois extremos: pessoas que suspendem medicamentos por conta própria e pessoas que ignoram orientações específicas porque “sempre fizeram assim”. A RadiologyInfo informa que, em muitos exames de ressonância, a pessoa pode manter alimentação e medicamentos usuais a menos que o médico oriente o contrário. Isso mostra que a regra correta não é “sempre manter” nem “sempre suspender”, mas seguir a instrução do seu exame específico.


Como o preparo varia entre exames e entre instituições, agir por conta própria pode atrapalhar tanto o exame quanto a sua segurança. Esse ponto vale ainda mais quando existe contraste, sedação ou preparo digestivo.


Como evitar

Não suspenda nem mantenha algo importante com base em palpite. Se a orientação não estiver clara, confirme antes com a clínica ou com o médico solicitante.


5) Não levar exames anteriores relevantes

Muita gente chega ao exame atual sem levar laudos ou imagens anteriores da mesma região do corpo. A RadiologyInfo explica que o radiologista frequentemente compara o exame novo com exames prévios relevantes da mesma área e do mesmo tipo, e afirma de forma direta que é sempre uma boa ideia obter esses exames de outros serviços e fornecê-los ao setor de radiologia.


Esse é um erro silencioso porque o paciente nem sempre percebe o quanto um exame antigo pode mudar a interpretação. Algo que parece novo pode, na verdade, ser estável há anos. Algo que parece suspeito pode ser muito menos preocupante quando comparado com o passado.


Como evitar

Se você já fez exame da mesma região, principalmente fora da clínica atual, leve as imagens e o laudo. Isso vale ouro para comparação.


6) Chegar com roupa, acessórios e objetos que atrapalham o exame

Em tomografia, raio-X e, especialmente, ressonância, roupas e acessórios inadequados podem complicar bastante o processo. A RadiologyInfo orienta usar roupas confortáveis e soltas para tomografia e deixar joias em casa, porque metais como brincos, colares, grampos, óculos, dentaduras removíveis e piercings podem afetar as imagens.


Na ressonância, o cuidado é ainda maior, porque metal não apenas atrapalha imagem: ele pode representar risco. A RadiologyInfo orienta deixar joias em casa e remover acessórios e itens metálicos antes do MRI.


Como evitar

Vá com roupa simples, confortável e com o mínimo de metal possível. Quanto menos acessório, mais fácil e seguro fica o exame.


7) Esperar até o último minuto para contar que tem ansiedade, claustrofobia, dor ou dificuldade para ficar parado

Esse erro é mais comum do que parece. Em exames como ressonância, a experiência pode ser mais difícil para pessoas com ansiedade ou claustrofobia. A RadiologyInfo orienta que, se o paciente tiver claustrofobia ou ansiedade, pode conversar com o médico sobre um sedativo leve antes do exame. A página de MRI do tórax reforça exatamente essa recomendação.


Esperar até o momento em que a mesa já está entrando no aparelho costuma piorar a experiência. O mesmo vale para quem tem dor importante ou dificuldade de permanecer imóvel. A equipe consegue se organizar melhor quando sabe disso com antecedência.


Como evitar

Fale antes. Ansiedade, claustrofobia, dor intensa, limitação de movimento e dificuldade para ficar imóvel não são “frescura”; são informações úteis para planejar melhor o exame.


7 erros comuns antes de fazer um exame de imagem: um resumo simples para guardar

Se você quiser guardar só o essencial deste artigo, guarde isto: os erros mais comuns são não seguir o preparo certo, omitir doenças, alergias ou gravidez, esconder implantes ou metais antes da ressonância, mexer por conta própria em remédios e alimentação, não levar exames anteriores, ir com roupas e acessórios inadequados e deixar para a última hora informações como ansiedade, claustrofobia ou dor. Todos eles são evitáveis — e evitá-los melhora conforto, segurança e qualidade do resultado.


Conclusão

Um exame de imagem bem feito começa antes da sala de exame. Ele começa com preparo correto, comunicação clara e atenção aos detalhes que muita gente subestima. Quando essas etapas são respeitadas, o paciente tende a viver o processo com menos ansiedade, e a equipe ganha melhores condições para entregar um resultado realmente útil.


No fim, evitar esses erros não é apenas “seguir regra”. É uma forma de colaborar com a qualidade do seu próprio cuidado.


No próximo artigo da PRIMA Imagem, vamos seguir com outro conteúdo muito útil e libertador para o paciente: “O que você pode perguntar antes do exame sem vergonha.”


Autoria: Direção médica PRIMA Imagem


Fontes para consulta do leitor

Para quem quiser se aprofundar, estas são boas referências:

  • RadiologyInfo — MRI Safety: triagem de metais, dispositivos e roupas potencialmente problemáticas.

  • RadiologyInfo — Abdominal and Pelvic CT: função renal, gravidez, preparo e objetos metálicos que afetam a imagem.

  • RadiologyInfo — Abdominal Ultrasound Exam / General Ultrasound / Renal Ultrasound: preparo com jejum, ingestão de água e bexiga cheia, conforme o tipo de ultrassom.

  • RadiologyInfo — All About Your Radiology Report: importância de levar exames anteriores para comparação.

  • RadiologyInfo — MRI of the Body / Chest MRI: medicamentos, alimentação e ansiedade/claustrofobia antes do exame.

  • RadiologyInfo — Patient Safety: Contrast Material: considerações especiais em pacientes com doença renal antes de contraste iodado.

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